Como diminuir a inadimplência no condomínio?

Como diminuir a inadimplência no condomínio?

Com mais dívidas do que o salário permite pagar e em momentos em que a crise econômica é muito forte, em geral, ao escolherem qual conta postergar o pagamento, as pessoas acabam optando em deixar para depois a quitação da taxa de condomínio.

E os dados do Instituto Paranaense de Pesquisa e Desenvolvimento do Mercado Imobiliário e Condominial (Inpespar), ligado ao Sindicato de Habitação e Condomínios (Secovi-PR), mostram bem isso. De acordo com o estudo, em Curitiba, a inadimplência de condomínios está na casa dos 3,8%, e o número é mais baixo do que o apresentado em 2015, quando a inadimplência ficou no em torno de 6%.

Esta redução é um reflexo do Novo Código de Processo Civil, que alterou a cobrança condominial. Com a mudança, o atraso no condomínio pode ser cobrado judicialmente, mediante um título extrajudicial executável.

Desta forma, a cobrança se torna mais rápida, de forma que o devedor tem até três dias após o aviso para pagar a dívida e, se isso não ocorrer, pode ter os bens penhorados. O método torna a cobrança mais ágil e dá mais segurança ao síndico para administrar uma situação delicada como essa.

No entanto, mesmo com o suporte da lei, há diversas situações que o síndico precisa administrar quando o assunto é inadimplência no condomínio, e algumas dicas ajudam a diminuir a taxa de pagamentos em atraso. Confira.

1. Estabeleça regras claras e conscientize os condôminos

O primeiro passo no sentido de combater a inadimplência no condomínio é estabelecer regras claras, que sejam de conhecimento de todos e aplicadas sem nenhuma distinção entre os condôminos.

Outro passo é conscientizar os moradores sobre os efeitos negativos ocasionados pela falta de pagamento, tanto sobre o caixa do condomínio quanto sobre a qualidade dos espaços de uso comum.

2. Para lidar com a inadimplência no condomínio, crie um fundo de prevenção

A criação de um fundo de prevenção à inadimplência no condomínio evita as sobrecargas no caixa que são causados pela falta de pagamentos de alguns moradores. Esta é uma medida que o síndico deve aprovar em assembleia com os demais condôminos.

Com esse dinheiro em caixa, despesas ordinárias mensais podem ser cobertas, permitindo, assim, que o condomínio tenha suas contas em dia. Não pagar juros e nem gerar uma cobrança da taxa maior de todos, inclusive dos inadimplentes, pode favorecer a quitação do débito e a redução dos atrasos.

3. Agilize a cobrança

O atraso no pagamento do condomínio pode ocorrer em função de esquecimento ou em decorrência de alguma eventualidade, que não necessariamente seja um caso de inadimplência.

Para evitar essas situações, é importante que o síndico avise aos condôminos com antecedência a data do pagamento da taxa condominial, inclusive, enviando o boleto para pagamento de modo prévio. Caso seja percebido um atraso, é importante que, antes mesmo de tomar outra medida, o devedor seja comunicado, de preferência logo após o vencimento.

4. Negocie o quanto for possível

O novo Código de Processo Civil permite que o condômino seja acionado judicialmente 30 dias após o vencimento da conta, sem precisar assinar a notificação para que ela tenha validade.

Ao receber a notificação, o morador tem apenas três dias para pagar a dívida, entretanto, mesmo que mais ágil do que anteriormente e com um amparo legal mais sólido, evitar um processo judicial sempre que possível é o mais recomendado.

O acordo extrajudicial é menos desgastante e é importante ouvir as argumentações do condômino e dar-lhe um prazo para regulamentar a situação. No entanto, se esse diálogo não for eficaz, aí, então, o caminho é chamar o advogado do condomínio e fazer o encaminhamento necessário para que a cobrança judicial seja feita, resolvendo, desta forma, a questão de maneira rápida.

5. Evite a exposição do inadimplente

O síndico precisa ter um cuidado especial para não expor o condômino inadimplente perante os demais moradores. A exposição pode ser alvo de processo contra o síndico e o constrangimento causado não ajudará a resolver a situação de inadimplência no condomínio.

Por este motivo, a melhor solução é que, no balancete condominial, ao invés dos nomes dos moradores, sejam informadas as unidades que têm algum tipo de inadimplência, preservando, assim, os condôminos em débito, independentemente do motivo.

E então, como está a taxa de inadimplência no condomínio em que você mora? Ficou com alguma dúvida sobre como lidar essa situação? Deixe sua mensagem nos comentários e até a próxima. 

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