Como superar a crise econômica e a inadimplência no setor imobiliário

Como superar a crise econômica e a inadimplência no setor imobiliário

Atualmente, o mercado de imóveis está tendo consequências bastante graves em decorrência da crise econômica. Os empresários da construção civil estão desmotivados e bem desconfiados devido ao corte de financiamentos, alta dos juros e retração do setor, o que provoca o adiamento de lançamentos de imóveis. Assim como o setor de vendas está sofrendo o reflexo da crise nacional, o de locação também está passando por um período complicado.

Para ajudar os empresários e profissionais do mercado imobiliário com esse problema cada vez mais crescente, realizamos uma análise da situação atual e apresentamos algumas soluções que podem te auxiliar durante este momento de economia desfavorável. Confira:

inadimplência no setor imobiliário

A inadimplência no setor imobiliário

Este ano houve um aumento no número de imóveis desocupados, a inadimplência sofreu uma importante elevação e o pagamento do condomínio também foi comprometido, uma péssima situação para o mercado imobiliário brasileiro. Com este panorama um tanto complicado, os administradores de empresas do ramo imobiliário estão cada vez mais atentos aos movimentos do setor, e dentre essas questões a que mais tem gerado preocupação é a inadimplência. Embora este fato não seja novo, o problema atual é o desemprego em alta, gerando índices alarmantes de inadimplência no país, inclusive condominiais.

Em algumas cidades do Brasil, como Campo Grande e São Paulo, a inadimplência no setor imobiliário subiu consideravelmente. Na capital do Mato Grosso do Sul, o índice alcançou os 10%, já São Paulo registrou um aumento de 3,87% entre o primeiro trimestre de 2014 e o mesmo período neste ano.

Além do desemprego ser uma razão contundente da inadimplência, outra questão que afeta o pagamento dos aluguéis é o endividamento do consumidor. Independente do motivo, as imobiliárias e administradoras de imóveis estão sentindo os efeitos da retração econômica, e para lidar com este cenário elas têm empreendido ações como diminuir o valor dos alugueis, realizar negociação com o futuro inquilino e aceitar diversas formas de garantia, que você verá abaixo:

Quais são formas de garantia de aluguel utilizadas?

Uma das garantias locatícia que é bastante utilizada, mas vem perdendo a força, é a figura do fiador. Para ser fiador é preciso contar com uma renda mensal de três a quatro vezes o valor do imóvel e possuir um bem (casa ou apartamento) na cidade onde o afiançado deseja residir. Quando a pessoa decide ser fiador, ela deve estar ciente que, no caso do inquilino não poder arcar com as despesas de aluguel, terá que pagar o montante correndo o risco de ter os seus bens penhorados (no caso de ser responsável subsidiário).

A garantia por fiador está deixando de ser utilizada pois é bastante frágil. O fiador pode decidir “abandonar o posto”, por alguma situação prevista e amparada pela lei, declarando insuficiência financeira. Também pode ocorrer a alteração da garantia para outra modalidade quando o fiador original falece, enfim, são muitas as situações que podem comprometer a integridade desta garantia e o recebimento da receita mensal advinda da locação, por isso, há outras formas de alugar um imóvel sem fiador.

Caso o fiador não seja a forma de garantia escolhida, é comum que as pessoas recorram à caução.  Neste caso, o inquilino deposita na conta do locatário três vezes o valor do aluguel, e se todas as obrigações são cumpridas ao longo do contrato, este dinheiro é devolvido integralmente no final do período de locação.

Como estas duas modalidades (fiador e caução) apresentam diversas fragilidades, as garantias do seguro fiança e do título de capitalização se destacam como as melhores opções para assegurar os pagamentos de alugueis em situação de inadimplência. Ambas possuem vantagens que podem beneficiar os proprietários de imóveis, e também as imobiliárias e administradoras de imóveis, que buscam passar pela crise sem muitos danos.

O seguro fiança e o título de capitalização

O seguro fiança garante ao proprietário o pagamento em dia dos aluguéis e encargos atrasados, dispensando a figura do fiador. Ele possui, aproximadamente, um custo de 16% mensal em cima do valor do aluguel, dependendo das coberturas escolhidas (IPTU, pinturas internas e externas, multa por rescisão de contrato, condomínio). Ele também oferece ao inquilino uma assistência que pode incluir, 24 horas por dia (inclusive nos feriados e finais de semana), mão-de-obra de chaveiro, reparos hidráulicos, reparos elétricos, substituição de telhas e desentupimento, benefícios extras que garantem reparos emergenciais ao imóvel nas cidades abrangidas por este serviço.

Já o título de capitalização apresenta-se como uma boa opção para quem já possui alguma reserva de dinheiro. O título é um papel do mercado de valores mobiliários, nominal, com prazo determinado, que permite ao seu detentor, além de programar a sua economia e concorrer a prêmios, também, ofertá-lo como garantia. Não havendo inadimplência e nem quebra das condições do contrato de locação, o valor será restituído e capitalizado após a entrega das chave e da vistoria de saída. Ele pode ser aplicado junto às seguradoras, garantindo rendimento de acordo com as taxas da TR (Bacen), e ser vinculado ao imóvel como uma garantia de aluguel.

Se você está à procura de opções efetivas para proteger o seu aluguel, ou possui mais dúvidas sobre as garantias aqui listadas, conte com uma corretora de seguros especializada, que lhe dará todo o suporte necessário durante o período de locação.

E você, como faz para controlar o pagamento de aluguel? Ficou com alguma dúvida? Escreva pra gente pelos comentários.

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