Em caso de roubo, o que será ou não coberto pelo seguro de condomínio?

Em caso de roubo, o que será ou não coberto pelo seguro de condomínio?

Mesmo com todo o investimento em segurança e em prevenção, infelizmente, ainda é comum que ocorra roubo a condomínios. Em Brasília, por exemplo, os furtos a condomínios cresceram 50% do ano passado para cá.

Há caso de furtos no estacionamento, em áreas comuns e no interior dos apartamentos. A questão, normalmente, é levada ao síndico para que alguma providência seja tomada. Entretanto, muitas vezes, fica a dúvida: situações como essa estão cobertas pelo seguro de condomínio? Saiba mais sobre esse importante tema e entenda o que, nesse contexto, faz ou não parte do seguro condominial. Acompanhe:

O que determina a lei

Conforme determinação legal, todo o prédio deve ter um seguro de condomínio. Entretanto, a lei não garante que os bens dos moradores estejam protegidos nessa mesma apólice.

Dessa forma, as operadoras determinam na apólice tudo aquilo que estará coberto por esse seguro, por isso é preciso avaliar cuidadosamente as opções antes de fechar contrato.

Regras para cobertura do seguro de condomínio em caso de roubo

As regras para cobertura do seguro condominial asseguram que a sua abrangência deverá ser feita em cima das unidades independentes privativas e também das áreas comuns dos moradores.

Dessa forma, estarão cobertos por esse seguro os danos causados na estrutura física do prédio, em razão de incêndios, queda de raios e também por explosões, incluindo os bens de propriedade do condomínio nessa cobertura, como: por exemplo, os extintores, itens decorativos da recepção, etc.

É importante ressaltar que há exceção feita aos condomínios horizontais nos quais cada proprietário é responsável pela construção de sua moradia, após adquirir o terreno e uma cota de área comum. Em situações como essa, estarão cobertas apenas as áreas em comum.

Outro ponto que precisa ser evidenciado é que nos condomínios de apartamentos, a proteção às unidades individuais é restrita somente à estrutura física, como: paredes, pisos, janelas, entre outros. A partir daí, se conclui que o seguro de condomínio não cobre os bens que estão no interior do apartamento, mesmo que ocorra um incêndio nele. Essa mesma regra vale, na grande maioria das apólices, também para as situações de roubo.

Uma questão que sempre gera dúvidas: se o seu automóvel for furtado de dentro da garagem do condomínio, que é área comum, o seguro cobrirá seu prejuízo? Infelizmente, a resposta é não. Isso por que o carro é um bem particular e não do condomínio. Portanto, não está coberto nesse seguro que é específico para situações do condomínio e não para proteção de propriedades particulares.

Ainda assim, já houveram casos em que o morador sentiu-se lesado e entendeu que, sim, o seguro deveria cobrir a sua perda e, por isso, entrou na justiça para buscar um ressarcimento. Hoje, os tribunais não aceitam essa alegação com frequência. Sobretudo se essa indenização não estiver prevista na Convenção do condomínio. Portanto, ajuizar uma ação judicial ou tentar negociar diretamente com o condomínio é uma decisão pessoal do condômino, que deve optar pela solução que lhe parecer mais correta.

O mesmo tratamento valerá para bens de valor que tenham sido roubados do interior dos apartamentos. Para protegê-los, cada morador interessado deverá procurar por um seguro específico para esses objetos.

A recomendação geral é sempre realizar a contratação do seguro condomínio e analisar, junto aos moradores, com o auxílio de uma corretora de seguros com expertise na área as prioridades para contratar proteções adicionais como, por exemplo, contra roubos. Assim, evitando qualquer problema judicial, prejuízos aos moradores e mesmo situações indesejadas entre o síndico e os condôminos.

Você ficou com alguma dúvida sobre o tema? Como a questão do furto é tratada em seu condomínio? Compartilhe sua experiência nos comentários.

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