Os benefícios como forma eficaz de retenção de talentos

Os benefícios como forma eficaz de retenção de talentos

Tão difícil quanto encontrar bons talentos é retê-los. As empresas, hoje em dia, conhecem muito bem essa realidade: mão de obra verdadeiramente qualificada é um item raro, e a gestão não pode se dar ao luxo de perdê-la.

Os benefícios vieram para auxiliar o profissional de RH com este problema cada vez mais crescente. Confira a nossa análise:

retenção de talentos

É sabido que não é só a remuneração que tem a capacidade de reter funcionários; como o psicólogo Fredrick Herzberg demonstrou, nas décadas de 1950 e 1960, os fatores geradores de satisfação têm origem distinta dos fatores geradores de insatisfação. Portanto, ao mesmo tempo em que as empresas precisam evitar aqueles que não resultam na retenção, é preciso investir naqueles que garantem a permanência dos talentos.

O que retém os talentos nas empresas?

As empresas modernas estão descobrindo isso na prática, cada vez mais. Os trabalhadores atuais buscam muito mais do que salários, avaliando cuidadosamente quais os benefícios sociais oferecidos pela empresa. Muitos deles visam atender necessidades básicas, como alimentação e transporte; outros, entretanto, têm o poder de motivar o empregado e mantê-lo ligado à empresa por meio de um laço mais forte. É o caso de benefícios como plano de saúde, seguro de vida, previdência privada, além de outros de maior status, como a disponibilidade de um carro para uso exclusivo.

Quando a empresa sabe montar bem o portfólio de benefícios, passa a ter um potencial muito grande de retenção. Isso ocorre porque, muitas vezes, os funcionários não se disporiam a desembolsar os valores correspondentes aos benefícios oferecidos pela empresa; simplesmente utilizariam o dinheiro em outras coisas, abrindo mão do benefício para somente sentir falta em um eventual momento de necessidade, como uma doença que requeira um tratamento médico caro ou o momento da aposentadoria. E o que dizer da família, em caso de falecimento?

A satisfação de ter o amparo dos benefícios tem um valor muito grande para os trabalhadores, embora muitos deles não os contratariam com seu próprio dinheiro. Por esse motivo, torna-se estratégico para as empresas oferecerem-nos aos seus funcionários de forma voluntária.

Os custos desses benefícios não são baixos; empresas que realmente apostam na importância deles podem gastar de 20 a 30% dos valores da folha de pagamento. O retorno, em termos de retenção e dos profissionais, entretanto, é muito maior do que esse investimento. E a satisfação gerada nos empregados dificilmente seria alcançada através do repasse de valor equivalente na forma de salário, uma vez que já se demonstrou inúmeras vezes que a remuneração direta não funciona como um bom fator para gerar satisfação.

Como escolher os benefícios que serão oferecidos?

Da mesma forma que os profissionais ao avaliarem um possível futuro empregador olham cuidadosamente para os benefícios oferecidos, também a empresa deve olhar com muito cuidado ao selecionar esses benefícios. Seguros de saúde ou planos de capitalização aparentemente equivalentes em valores podem ter muitas diferenças entre si. É preciso avaliar com cuidado, preferencialmente com o apoio de profissionais especializados no ramo, quais as opções de benefícios trazem mais vantagens tanto aos empregadores quanto aos trabalhadores.

A seleção dos produtos corretos pode representar um diferencial significativo para empresas que concorrem acirradamente por trabalhadores qualificados no dinâmico mercado de trabalho em que vivemos. Por isso, é preciso se fazer bem a lição de casa nesse momento tão importante que é a escolha dos benefícios.

E sua empresa, já conta com algum plano de benefícios? Compartilhe conosco as vantagens encontradas e as dificuldades enfrentadas.

 

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